terça-feira, julho 17, 2007






INESquecível
Fotografia por: Filipe Paes

sábado, julho 14, 2007

Retalhos de Férias - porto santo

"Falávamos do tempo, mas com prazer, não porque não tínhamos outra coisa para falar." Eram conversas muito interessantes. Mas era o tempo que não queria nada connosco, ficou na dele, sempre com aquela cara feita de nuvens escuras todas enrugadas como se estivesses tão furioso que todos os músculos da sua cara se contraíssem formando grandes e robustas rugas. Mas mesmo sem o tempo, os dias eram belos. Aproveitando o refugio do sol, brincada desenfreadamente ginasticava para aqui, saltos para ali, cambalhotas para aqui. Sem grande escolha o areal acabava por entrar na brincadeira criando mini falésias de 20 centímetros de areia que à mínima pressão desmoronavam-se, criando um efeito muito bonito.
Entretanto lá ia havendo umas abertas e as nuvens escuras eram empurradas pelo vento, que esteve sempre presente, ficavam então, apenas umas pequenas nuvens, estas brancas, que brincavam ao faz de conta com a relva que olhava para cima sempre a tentar adivinhar os animais, flores, ou mesmo coisas que as brincalhonas das nuvens "encarnavam". As nuvens eram bastante brincalhões, aliás, ninguém diria que eras era feitas de paz e tranquilidade, purificando as almas perdidas.
Entre esta animação toda ainda havia os lagartos, os cactos e as rochas. Que nunca se separavam. A rocha era como os pés, a estabilidade. Os cactos, o corpo que se elevava e protegia a alma de qualquer perigo exterior. Esta alma, era por fim o lagarto, onde um pequeno coração palpitava abundantemente. pum pum. pum pum. pum pum. pum pum.

segunda-feira, junho 25, 2007

coimbra porto
Tudo começa quando aquele impulso te empurra bruscamente para trás. depois de encontrares o conforto, e sentires o sol a brincar contigo do cantinho da janela, é aí que percebes que tens um amigo com quem brincar nesta viagem. Fazem corridas, apenas o vês naquele cantinho na janela, para que nunca mais o alcanças, por vezes, até perdes o incentivo e a esperança de o voltares a sentir queimar a tua pele. aí outros amigos surpreendem-te, as nuvens: que assumem diferentes vidas deliciando-te. E nisto e numa curva, o sol regressa encadeando-nos de alegria.

segunda-feira, junho 04, 2007

décima quinta historia
"Sobre o josefino, não há muito a escrever. É um home'simples.
Enquanto mestre de obras, põe os ucranianos a trabalhar e bebe umas minis (de coca-cola). Trabalha das 6h as 18h e dorme a sesta quando o superior não anda por lá a cheirar, esta é a sua segunda paixão, a seguir ao benfica.
Os seus hobbies são ver o Glorioso , na tasca ao fundo da Rua dos Baldaques com a malta das obras e jogar à bola com os putos.
Tem família, dois filhos, uma catraia e um moçoilo. O filho chama-se Eusébio mas parece uma andorinha, nem uma bola consegue chutar direito. A rapariga é a a Maria, porque não há nome mais patriótico que este e Josefino , sempre foi de guardar grande sentimento para com a sua pátria.
Em termos políticos, vota pela abstenção. Não vê o telejornal, porque segundo ele "é só desgraça , mulhereee, mete na bola." Obviamente, tem uma box pirata para ver a Sport Tv. E não tem paciência para telenovelas.
Mora na Curraleira, e é presidente da associação de moradores como único membro da associação."
André Campino @ Josefino Manuel da Silva, mestre-de-obras

quinta-feira, maio 31, 2007

Entre uma garfada e um bocado de batata, à tua mesa relembrava momentos. "Está quente?" Relembrava momentos vividos, momentos que não me esqueci e que comigo ficarão para sempre. Entre outra garfada, um sobressalto. Com uma simples frase que me assaltou no momento mais (in)oportuno. "Na páscoa tive muitas saudades da tua avó. Sentada ali, à cabeceira com o teu pai sempre a meter-se com ela. Era muito religiosa, e boa pessoa." Senti-te lá. Será que ela também? "Já tenho o passaporte para a ida. A morte é uma coisa certa, logo que nascemos sabemos que um dia iremos morrer. É certo." De repente, aquele aperto e as lágrimas a querem sair voltaram, aquele sentimento perdido ou pelo menos em parte esquecido regressou, em força. Sei que é um caminho sem fim, uma espera eterna. Mas com egoísmo ou sem, fica comigo. Beijinho.

segunda-feira, maio 28, 2007

"I believe theres a hero in all of us, that keeps us honest, gives us strength, makes us noble. And finally gets us to die with pride. Even though sometimes we have to be steady and give up the thing we want most, even our dreams."
spider man 2

sexta-feira, maio 18, 2007

Na cidade dos Oregãos
Tudo é condimentado
Tudo é apaixonado.

Na cidade dos Oregãos
Chovem ervas em vez de chuva
E o vinho é oregães e não de uva.

Na cidade dos Oregãos
O presidente é a salada
E não (a)prova marmelada!

Na cidade dos Oregãos
Também existe Oregão Natal,
Que oferece aos oregãozinhos um condimento especial.



Na cidade dos oregãos comemoro o 50º post.

domingo, maio 13, 2007

e finalmente nas sete colinas nós sorrimos. obrigada.

quinta-feira, maio 10, 2007

"É dancar como se não houvesse amanhã. Esquecer o mundo a tua volta e aqueles que te olham. Sincronizar o teu corpo com a musica. O teu coracao batera' com ela. Em unissono. Nao pensas em nada. Sente as emocoes que te percorrem o corpo. Elas sao fortes, determinadas e contagiantes. Quando acordas um bocadinho desse transe vez que a doenca se espalhou. Todos sentem o mesmo com a mesma intensidade, com o mesmo desejo de viajar para longe. Tudo se manifesta em forma de energia e alegria. Movimento e euforia. Para dancares mais alem. é como se fosse o apocalypse, mas feliz."
Tom
p.s. nao consegui resistir a nao citar isto. quem respira musica desta maneira tem de ser ouvido e admirado, uma salva de palmas para ti, Tom.

domingo, maio 06, 2007

"Normalmente as pessoas dizem que dormem de olhos fechados mas eu durmo de olhos abertos, se não como é que eu vejo tantas coisas?"
Jacinto Lucas Pires

sábado, abril 21, 2007

décima quarta história

Senhor Silva Ferreira era como tantas aquelas pessoas que passam por nós todos os dias, pessoa pelas quais passamos e passarão.
Mas quem nos diz a nós que essas pessoas não têm histórias melhores que as nossas? Problemas maiores? E alegrias ainda maiores? Senhor Silva Ferreira não era muito inteligente. Não tinha um curso superior, fora o que a vida lhe deu. Com isto também não quero dizer que o Senhor Silva ferreira fosse um homem muito vivido ou viajado.
Senhor Silva ferreira era simplesmente o Senhor Silva Ferreira. Acordava todos os dias sozinho mas observado na sua casa às 7 da manhã. Embora fosse taxista e a sua profissão não exigisses horários o senhor Silva Ferreira sentia necessidade deles. Às 8:30h ia tomar o café e fumar o seu cigarro matinal. Bebia o café de um só trago e desfrutava o cigarro sempre com o mesmo prazer. Finalmente, já quase às nove da manha entrava no taxi e começava mais um dia de viagens.
O senhor Silva Ferreira gostava da sua profissão, era fascinado pelas pessoas, pelas suas histórias, pelos seus gestos, pelas suas expressões. Por vezes alguns ficavam desconfortáveis com o olhar penetrante do senhor Silva ferreira no retrovisor sempre a observa-los. Outros desesperavam com as eternas tentativas de conversa que o senhor Silva Ferreira investia em todas as viagens. Estes eram os tímidos. Mas não se enganem não era por não lhe darem conversa que o senhor Silva Ferreira gostava menos deles, muito pelo contrário, os tímidos eram aqueles que o cativavam mais, com o seu olhar assustado, corpo contorcido, e cheios dos mais diversos tiques nervosos. Mas não eram os únicos, os mais faladores também estavam cheios deles, embora mais difíceis de identificar.
Todo este interesse pelas pessoas tornava as viagens do Senhor Silva Ferreira muito animadas, mas essa não era a melhor parte. O que vocês ainda não sabem é que o senhor Silva Ferreira era dotado de um grande talento. Quando chegava a casa das suas viagens, o Senhor Silva Ferreira pegava nas tintas e nos pincéis e representava na perfeição os seus passageiros. Ele captava sentimentos, emoções e essências. Mas Senhor Silva Ferreira era uma génio modesto que passa na rua por entre tantos outros como ele sem deixar qualquer tipo de marca, ou diferença.

Por quantos génios modestos passaremos todos os dias na rua?

domingo, abril 15, 2007

Round One (o sino tocou).
A competição estava renhida, ambos tinhas suas qualidades, mas nenhum se destacava.
Passaram-se mais cinco rounds, mas nada mudava.
Os treinadores chegaram. Tiveram uma conversa calma com seus lutadores acalmando-os, mostrando-lhes os defeitos da concorrência e destacando as qualidades dos lutadores.
Foi no sétimo Round que o lutador DC caiu, mas o publico não ficou nada satisfeito, lutador A era novo na coisa não tinha muitos fãs e deixou q a pressão o afectasse. Numa fracção de segundo o resultado volta ao empate.

E para ti quem ganha? Não percas o próximo episódio porque nós também não!

Joga nas apostas! Lutador Design Comunicação ou Lutador Audiovisuais? Quem irá ganhar?

segunda-feira, abril 09, 2007

Porto

Quando o sono não vence a vontade. Quando tudo acontece. Quando as grandes viagens passam a correr apenas porque o grande abraço à chegada nos aconchega o coração. Quando pronuncias do Norte e do Sul se tornam numa só musica cantada pelas almas. Quando o sorriso chega e não parte. Quando vos vejo e custa a voltar.

Onde todas as dolorosas subidas são sofridas com um sorriso. Onde toda a vergonha desaparece. Onde os momentos mortos e o tédio não existem. Onde gosto de estar porque estou com vocês. Onde, sentados no chão respiramos conforto.

Porque a saudade é muita. Porque a amizade é maior. Porque regressos penosos se transformam em concertos super lotados! Porque a companhia não podia ser melhor. Porque a sorte esta sempre connosco. Porque aquela cozinha é bonita. Porque a simpatia está sempre presente. Porque também há abanadelas de rabos. Porque correm(os) atrás dos comboios. Porque damos abraços sentidos.

OBRIGADA AMIGOS

segunda-feira, abril 02, 2007

décima terceira história

Era hoje, eles já estranhavam bonança tão longa, foi de repente, sem aviso prévio. Ela pegou em tudo, aquele sitio que antes parecia calmo e arrumado tinha-se tornado num autentico caos! Tudo espalhado, tudo desarrumado. Mas, no meio da confusão algo nascia, ela criava a partir da mistura. Mistura de frio com quente, pó com líquido.

Depois, começa um tal rodopio, sempre para direita. Tudo o que eram muitos antes, tornara-se agora num só, nesta mistura, nesta massa.

Embora um só, todos tinham a sua função, e ainda estavam todos presentes. e todos sabiam, todos sabiam porque já lhes tinham contado nas noites em que a luz falhara e na sombra tudo sussurrava, todos sabiam que estava quase a acabar. Deixaram-se levar para um arrepio frio e escorregadio para um calor infernal.

"hummm, cheira a bolo!"

quarta-feira, março 14, 2007



"Em qualquer aventura o que importa é partir, nao é chegar."
Miguel Torga
Percorremos um caminho, a vida. Sempre saltando obstáculos, sempre ansiosos pelo próximo desafio.
Vejo a vida como uma caminhada, como um percurso. Temos de vive-la, e vive-la com prazer. para tal temos de levar uns sapatos confortáveis, e a bagagem adequada, nem de mais nem de menos. Ás vezes, devido a mudanças no percurso temos de deixar coisas de que gostamos para trás.
Esse percurso vai mudando, umas é bonito florido e cheio de alegria, outras vezes é escuro e o medo está atrás de cada passo. Mas continuamos, continuamos, continuamos.. à espera e à espreita do que virá a seguir.
O que virá a seguir?
A seguir, gozamos! Desfrutamos totalmente, descansamos, convivemos e divertimo-nos, porque a vida é isso é vive-la com alegria com sorrisos e paixão. Vivam meus queridos, VIVAM!
Apertem os cintos e desfrutem da viagem, como eu desfruto da vossa companhia.
Fotografia por: Vanessa Santos

segunda-feira, março 05, 2007

Adoro quando te deixas levar assim
Fechas os olhos e danças só para mim
Uma dança tua
Mistura de não vem que não tem
Com um sorriso porém que me diz que o teu desdém
É só a manhã de alguém
Que diz que vai mas que vem
Me engana que eu gosto

Sara Tavares Balancé
GOLD

sexta-feira, março 02, 2007

como se da décima segunda história se trata-se

Ela sonhava, no seu mundo a magia saia-lhe das mãos. No seu mundo as minhocas que comiam maçãs tornavam-se super minhocas, e os soldadinhos de chumbo construíam fortalezas para passarem as poças! Naquele mundo os papparatzi fotografavam a toda a hora a estrela porno vává, e os mirónes cobiçavam-na e criavam grandes mares de baba. A menina brincava com bolinhas de sabão que subiam subiam subiam rebentavam fazendo poc e as outras continuavam a subir, até chegar aos céus onde os seus habitantes desfrutavam todo isto como se de uma história de trata-se, comendo pipocas de uma forma bastante barulhenta. O Anjo e o Diabo também lá estavam a marcar presença.

quinta-feira, março 01, 2007

.LIBERDADE..OPRESSÃO..NÃO!
décima primeira história



Este post está uns dias atrasados, mas agora que comecei esta maratona de "personalidades" não me podia esquecer dele, principalmente neste altura em que faz 20 anos desde que morreu. Deixa saudade mas ao mesmo tempo presença, porque ZECA AFONSO faz parte da história de Portugal.


José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 - Setubal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por Zeca Afonso, foi um cantor e compositor de música de intervenção português. Escreveu, entre muitas outras coisas, música de intervenção que criticava o Estado novo, regime de ditadura vigente em Portugal desde 1933 até 1974.

Grândola vila morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade